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Bit

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Bit é uma palavra formada pelas duas primeiras letras binárias e pela última letra de dígito (digit, em inglês). Quem inventou a palavra foi um engenheiro belga, Claude Shannon, em sua obra Teoria Matemática da Computação, de 1948. Nela, Shannon descrevia um bit como sendo uma unidade de informação.

Por que não bid, que seria mais óbvio? Talvez porque bit, em inglês, quer dizer pequena parte. E bid significa lance, oferta. Pode ser que a formação bit seja menos correta gramaticalmente, mas define com mais perfeição aquela partezinha que dá início a tudo.

O bit é a base de toda a linguagem usada pelos computadores, o sistema binário, ou de base dois, e graficamente é representado por duas alternativas possíveis: ou o algarismo 0, ou o 1. É como se, lá dentro da máquina, houvesse um sistema de tráfego com duas lâmpadas: a informação entra e, se encontra a lâmpada 1, segue em frente até a lâmpada seguinte. Se dá de cara com a lâmpada 0, muda de direção. São bilhões de informações repetindo essas manobras a cada pentelhésimo de segundo. É, por incrível que pareca, sem congestionamentos.

Quando se lê que um micro é 32 bits, isso significa que ele consegue processar 32 unidades de informação ao mesmo tempo, e, portanto, é mais rápido que um 16 bits. Oito bits compõe um byte, uma unidade completa de informação. Os bits são geralmente usados como medida de velocidade na transmissão de dados (um modem 14400 transmite 14400 bits por segundo (bps)), enquanto os bytes são normalmente associados à capacidade de armazenamento de dados (um disco rígido com memória de 20 gigabytes).



Sistema binário

Num sistema binário usam-se só dois dígitos, o 0 e o 1 para representar qualquer número. Comparado com o sistema de base decimal, a relação é a seguinte: E por aí vai, até o infinito: por exemplo, em notação binária, 1000000000000 - 13 algarismos - corresponde ao numeral 4096, de apenas quatro algarismos. Parece complicado, mas a vantagem do sistema binário é a sua simplicidade, pelo menos do ponto de vista do computador: se cada um dos dez algarismos arábicos tivesse que ser reconhecido individualmente pelo sistema, os cálculos demorariam muito mais.

Os bits não servem apenas para representar números, mas para qualquer coisa que precise ser informada a um computador. De uma letra ou uma vírgula, até a cor que iremos usar. Cada uma dessas informações é transformada em um código binário e interpretada pelo sistema. Por exemplo, ao ler 01001010 01000001 01000011 01001011, o computador saberia que isso, obviamente, queria dizer JACK.

É bom a gente lembrar que o sistema binário é bem antigo - em relação à televisão, por exemplo, é 100 anos mais velho. Os cartões perfurados do século 19 já o utilizavam: ou uma determinada posição tinha um furo (1) ou não tinha (0). Depois, viriam as fitas perfuradas de papel (mais estreitas que um cartão, e em bobinas, contínuas) e finalmente as finas fitas magnéticas, tipo fita de áudio. Mas o princípio continuou o mesmo: na fita, ou um espaço estava magnetizado (1) ou não estava (0).

O curioso nessa história toda é que a ciência da computação não foi a primeira a usar o sistema binário. Os papuas, habitantes da Nova Guiné, são uma tribo tão primitiva, mas tão primitiva, que até hoje ainda não aprenderam a contar com os dedos. Há milênios, eles se utilizam de um rudimentar sistema binário. Há um símbolo para 1, outro para 2, e daí em diante, para qualquer quantidade, emprega-se um grunhido que significa imensamente mais...


Byte

Embora os termos bit (unidade de informação) e byte (um conjunto de 8 bits) dêem a impressão de ter nascido no mesmo dia, o bit é sete anos mais velho que o byte. Foi a IBM quem inventou o nome byte, em 1956, mas não há registro sobre o inventor, nem sobre sua inspiração. Há quem diga que byte significa binary term e há quem diga que byte significa uma brincadeira com as palavras bit (pedacinho) e bite (morder).

Bem que um byte poderia ter dez bits, já que os sistemas de base decimal são os mais usados no mundo, mas não são porque as combinações possíveis de oito dígitos são mais que suficientes para expressar qualquer número, letra ou símbolo (nossas placas de automóveis têm sete caracteres pelo mesmo motivo). Hoje estamos muito acostumados à prevalência métrica de base 10, mas muitas matemáticas foram construídas tendo como base o 60 - uma herança que recebemos os babilônios, há 40 séculos - e não o 10. O triunfo do 10, fruto da prosaica vitória de nossas mãos e pés de dez dedos, não impediu, no entanto, que a base 60 ainda seja amplamente usada - no contar das horas e dos graus, por exemplo - e que conviva com o atual reinado da base decimal. Quem sabe se, num futuro movida à computação, o oito não passará a ser o único padrão.


Kilobyte

Como todo mundo já percebeu, todo dia aparece um novo microchip com a capacidade de processar o dobro de dados que o chip da véspera tinha (o que faz com que aquele micro zerinho que nós compramos já esteja ultrapassado no momento em que é retirado da caixa). Por isso, a medidas também têm que ir aumentando. O primeiro salto foi o kilobyte.

A palavra kilo vem do grego khilioi, que significa mil, logo um kilobyte tem mil bytes, certo? Infelizmente, a informática é simples, mas nem tanto. Um kilobyte tem 1024 bytes. Porque a base de tudo é o número 2, e a capacidade de processamento evolui em múltiplos, sempre dobrando em relação à medida anterior: 4K, 8K, 16K, 32K, 64K, 128K, 256K, 512K. O pulo seguinte, para 1 024, dá o valor mais próximo de mil. Portanto, esse kilo de bytes aí já vem com um chorinho... Mas, para quem se liga em matemática, a explicação é que o sistema usa como base o logaritmo 2: o número 1024 corresponde a 2 elevado à décima potência.


Megabyte

Tamanho de memória correspondente a 1 048 576 bytes, ou 2 elevado à potência 20. O termo mega teve origem no termo grego megas, grande. Daí derivou, por exemplo, megalomania, a chamada mania de grandeza.


Gigabyte

Vulgo giga, equivale a 1 073 741 824 bytes ou o número 2 elevado à potência 30. Uma página normal de um livro tem cerca de 3 000 caracteres, logo um gigabyte seria equivalente a mais de 6 000 livros com 500 páginas cada um. A palavra giga é grega e significa gigante.


Terabyte

Pense um pouquinho: que nome você daria a uma medida 1 024 vezes maior que um gigante? Monstruosa, talvez? Por isso mesmo, a palavra tera vem do grego teras, monstro. Então, só para a gente não se perder, um terabyte são 1 024 gigabytes, ou 1 073 741 824 quilobytes, ou 1 099 511 627 776 bytes 8,192 bilhões de zerinhos e unzinhos, os bits.

E isso vai longe. As próximas palavras que muito em breve vão aparecer nos anúncios de qualquer jornal de domingo, anunciando uma liquidação de micros no armazém da esquina, são o petabyte, o exabyte, o zettabyte e o yottabyte.


Petabyte

Tamanho de memória correspondente a 1 125 899 906 842 624 bytes, ou 2 elevado à potência 50. Não é para ninguém ficar preocupado, mas esse é também o número de formigas existentes na face da Terra. Há mais de 150 000 delas para cada ser humano. O termo peta é uma variação do grego penta, cinco.


Exabyte

Tamanho de memória correspondente a 1 152 921 504 606 846 976 bytes, ou a 2 elevado à potência 60. Só para que não fique aquela impressão de infinito absoluto, um número quinze vezes maior que esse é a quantidade de moléculas existentes numa simples gota de água salgada. O termo exa é uma variação do grego hexa, seis.


Zettabyte

Tamanho de memória correspondente a 1 180 591 620 684 899 303 424 bytes, ou 2 elevado à potência 70. Esse incrível número é também a quantidade de filhotes que um simples casal de moscas seria capaz de gerar se conseguisse viver apenas quatro meses. Mas a natureza é sábia: as moscas vivem, em média, 37 dias. Se vivessem só uma semana a mais, em pouco tempo elas infestariam o mundo. É esse equilíbrio ecológico que não tem uma contrapartida no equilíbrio tecnológico: os microprocessadores continuam a se reproduzir em proporções que vão além de nossa imaginação. O termo zetta é uma variação de zepto, notação científica para sete.


Yottabyte

Um yottabyte corresponde a um número que talvez nem exista uma palavra para definir: 2 elevado à 80ª potência, ou, de modo mais simples, 1 208 925 819 581 336 886 706 176 bytes. Em 1965, Gordon Moore, co-fundador da Intel, criou a Lei de Moore, segunda a qual a capacidade dos chips dobra a cada dezoito meses. Como até agora ele acertou, o yottabyte seria a memória-padrão de um micro - ou qualquer outra engenhoca que venha a substituí-lo no futuro - aí pelo anos de 2008. É bem provável que daqui a uns 17 anos um yottabyte vá valer menos que um bit furado. É difícil imaginar o que isso vai significar na prática, já que hoje ainda estamos encantados com um terabyte, que tem uma capacidade cerca de 1 trilhão de vezes menor do que um yottabyte. O termo yotta é uma variação de yocto, notação científica para oito. Felizmente, o dicionário grego é uma fonte inesgotável de palavras nossas, e uma sugestão, para quando o número de bytes chegar a cem dígitos, poderia ser quambyte, já que em grego quam significa cumé quié??


Megahertz

É a medida para a velocidade de processamento de um computador. Um megahertz, ou MHz, equivale a 1 milhão de ciclos por segundo, ou 10 elevado à potência 6, diferentemente de megabyte. Em termos científicos, serve para medir qualquer coisa que oscila a intervalos regulares (como as ondas de rádio, ou um bip contínuo enviado por um alien da galáxia Zmorf). Quem tem, por exemplo, um daqueles relógio de parede antigos, com pêndulos, notará que o pêndulo faz um vai-e-vem a cada 2 segundos. O relógio, portanto, oscila a velocidade de 0,5 Hz (2 segundos divididos por quatro movimentos), ou 0,0000005 megahertz. Hoje em dia, já temos processador com 3 gigahertz (GHz), ou seja, que funcionam a 3 bilhões de ciclos por segundo.

A palavra é uma homenagem ao físico alemão Heinrich Hertz, que descobriu o fenômeno das vibrações eletromagnéticas no início do século t="on">20. A primeira grande aplicação prática e de alcance popular do invento de Hertz foram as transmissões de rádio (nos anos 40, os locutores das rádios do Interior do Brasil proclamavam eufóricos: "Este é o milagre do rádio", e esta é a sua Rádio Difusora, ZYE 6, mandando para o éter suas ondas artesianas!"). É que naqueles tempos pronunciar hertzianas era meio complicado...




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